Por Diego Andia
S[sensuality]ex in the city
Que assunto danado é esse de sensualidade e erotismo. Danado, pois ele pode nos remeter a danação [não somente a religiosa]. Mítico, burlesco, sedutor, soturno, mágico, inebriante, boêmio, depravado, que levam as pessoas ao pecado. Será pecado? As carolas mais tradicionais afirmariam com veemência, mas será mesmo o ato de seduzir as pessoas um pecado?
Somos seres humanos, mas antes disso, somos animais, instintos e feromônios à parte. Estamos presos na cadeia da evolução, e segundo Darwin, a seleção natural nos impulsionam sempre em busca do melhor fenótipo. Mas também somos sensíveis, e gostamos do prazer físico. E fisicamente falando, somos essencialmente estéticos, e nos atraímos pela beleza do corpo. Nada disso seria se não fosse pelo lado egóico das pessoas. Procuramos o melhor [ou pior] de nós no outrem. “É que Narciso acha feio tudo aquilo que não é espelho”. Uma afirmação completamente ocidentalista e européia.
A sensualidade é algo relevante. Para uns, o poder é o máximo de sensualidade que uma pessoa pode passar a outra. Outras acham sensual quem tem carros de luxo, ou dinheiro. Enfim, sabemos de uma única coisa. Todos seduzem e são seduzidos. É um jogo. Ganha aquele que souber jogar. Mas tem que tomar cuidado, pra não se tornar preza.
As Gueishas [fig.1], por exemplo, são capazes de exprimir o ápice da sensualidade e erotismo da sociedade feudal japonesa até os dias de hoje, sem ser vulgar, ou mostrar pele. A sensualidade está em não mostrar e sim ser submissa ao homem, mostrando ser uma mulher frágil.
Já a cantora pop americana Cristina Aguillera [fig.2] recentemente lançou um álbum onde aparece na capa com um look pin up navy dos anos 50. Uma outra forma de mostrar a sensualidade e erotismo, dessa vez com menos roupa e mais curvas.
Seguindo esse exemplo, temos também o look sexy dirty dark da personagem Elvira [fig.3], dos anos 80, que também explora o sensual com maquiagem reforçada, curvas e olhares de prazer e luxúria.
Esse é o olhar do homem que apresenta um erotismo que enfatiza o visual e certas partes do corpo feminino, como podemos observar pelo grande número de revistas pornográficas. A mulher valoriza um erotismo mais tátil, considerando a pele a nossa maior zona erótica. O erotismo masculino é mais visual, mais genital; O feminino, mais tátil, muscular, auditivo, mais ligado aos odores, à pele, e ao contato.
Os homens procuram a nudez feminina, e conseguem se excitar facilmente com fotografias, estátuas e a literatura erótico pornográfica. Já as mulheres também se atraem pelo nu masculino, porém tem maiores fantasias com homens completamente vestidos, muitas vezes com uniforme. A fantasia feminina é mais elaborada e sempre revestida de algum sentimento.
No caso do erotismo masculino e sensualidade masculina, um exemplo direto são os meninos da Cia. Chippendales [fig.4], a maior e a mais famosa companhia estilo “clube das mulheres” do mundo.
Fig.1
Fig.2
Fig.3
Fig.4



