Por Diego Andia
Diferenciação e estruturação da linguagem visual em moda [e para todas as coisas]
De uma maneira mais nua e crua, o assunto abordado se resume ao entendimento conotativo e denotativo das coisas. Como acontece na linguagem literária e não literária. Ex: A linguagem literária é caracterizada por sua plurissignificação, cuja base é a conotação, é utilizada muitas vezes com um sentido diferente daquele que lhe é comum.
Podemos citar como exemplos de textos literários o conto, o poema, o romance, peças de teatro, novelas, crônicas. A linguagem não-literária é a utilizada com o seu sentido comum, empregada denotativamente, é a linguagem dos textos informativos, jornalísticos, científicos, receitas culinárias, manuais de instrução etc.
A semiótica surge então como proposta de estabelecer parâmetros de compreensão dos significados da comunicação, seja ela verbal, visual, textual, etc.
A imagem acima é perturbadora. Não no “sentido” pejorativo. Perturbadora, pois faz uma ruptura de valores e da moral. A pergunta que fica é: Como pode uma rainha, como a rainha da Inglaterra mostrar suas pernas e ainda fazer cara de “estou gostando disso”? A mensagem aqui proposta quer derrubar tabus, e se comunica diretamente com as pessoas mais “quadradas”, antiquadas e diz que hoje é o momento delas se libertarem das amarras das tradições e mostrar um lado obscuro [que geralmente é o sexual nesses casos] que por muito ficou preso e muito foi desejado em ser mostrado. Se a rainha que é rainha pôde, então você também pode. Imagem alusiva à Maryling Monroe e à atriz Kelly LeBrock que interpretou Charlotte no filme A Dama de Vermelho.
